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Localizado nos Estados brasileiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o Pantanal é uma planície de aproximadamente 230 mil km2, medida estimada pelos estudiosos que explicam que dificilmente pode ser estabelecido um cálculo exato de suas dimensões, por vários motivos, entre eles: em vários pontos é muito difícil estabelecer onde começa e onde termina o Pantanal e as regiões que o circunda; a cada fechamento de ciclo de estações de seca e de águas, o Pantanal se modifica.
A porção brasileira é estimada em cerca de 150 mil km2 (60% em Mato Grosso do Sul e 40% em Mato Grosso). Considerada uma das maiores planícies de sedimentação do planeta, o Pantanal se estende pela Bolívia, Paraguai e Argentina, países em que recebe outras denominações, sendo Chaco a mais conhecida.
Em que pese o nome, há um reduzido número de áreas pantanosas na região pantaneira. Na verdade, é uma imensa planície, dividida em dez sub-regiões distintas no Brasil, chamadas de pantanais:
-Cáceres, no noroeste;
-Poconé, no norte;
-Barão de Melgaço, no nordeste;
-Paraguai, no oeste;
-Paiaguás (ou Taquari), no centro
-Nhecolândia, também no centro;
-Abobral, no centro-sul;
-Aquidauana, no leste;
-Miranda, no sudeste;
-Nabileque, no sul.
Sua constituição, única no planeta, é resultado da separação do oceano há milhões de anos, formando o que se pode chamar de mar interior. A planície é levemente ondulada, pontilhada por raras elevações isoladas, geralmente chamadas de serras e morros, e rica em depressões rasas. Seus limites são marcados por variados sistemas de elevações como chapadas, serras e maciços, e é cortada por grande quantidade de rios dos mais variados portes, todos pertencentes à Bacia do Rio Paraguai — os principais são os rios Cuiabá, Piquiri, São Lourenço, Taquari, Aquidauana, Miranda e Apa.
O Pantanal vive sob o desígnio das águas: ali, a chuva divide a vida em dois períodos bem distintos. Durante os meses da seca — de maio a outubro, aproximadamente — , a paisagem sofre mudanças radicais: no baixar das águas, são descoberto campos, bancos de areia, ilhas e os rios retomam seus leitos naturais, mas nem sempre seguindo o curso do período anterior. As águas escorrem pelas depressões do terreno, formando os corixos (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc. com os rios próximos).
Por entre a vegetação variada encontram-se inúmeras espécies de animais, adaptados a essa região de aspectos tão contraditórios. Essa imensa variedade de vida, traduzida em constante movimento de formas, cores e sons é um dos mais belos espetáculos da Terra. Por causa dessa alternância entre períodos secos e úmidos, a paisagem pantaneira nunca é a mesma, mudando todos os anos: leitos dos rios mudam seus traçados; as grandes baías alteram seus desenhos.
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